domingo, 30 de outubro de 2011

Homenagem póstuma ao artista plástico Zeméco



"Todo artista molha seus pincéis em sua alma, e pinta a sua natureza".

Citação acima, de Henry Ward Beecher, na placa dada pela Casa do Poeta Nortense a minha mãe in Memoriam a vida e obra de José Américo Roig, o artista plástico nortense, mais conhecido pelo apelido de Zeméco, no dia 27/10/2011, em São José do Norte - RS - Brasil.
A família agradece a homenagem póstuma prestada pela Casa do Poeta Nortense, da qual Zeméco era patrono. Um artista que de fato molhou seus pinceis em sua alma para retratar a bela paisagem humana, ambiental e arquitetônica de sua musa inspiradora, a sua terra natal São José do Norte.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cartaz "Ataque a São José do Norte"


Homenagem a José Américo Roig, o Zeméco, com a reprodução da obra "Ataque a São José do Norte"; nova Placa do Museu do Combate Farroupilha de 16 de Julho de 1840, em São José do Norte, organizado pelo Instituto Histórico de SJN e do Ponto de Cultura Freguesias Litorâneas.
A família de Zeméco, agradece sensibilizada pela distinção post mortem ao artista plástica nortense. E também agradece todo o reconhecimento que José Américo Roig recebeu em vida, em especial, do Instituto Histórico de São José do Norte.

domingo, 4 de setembro de 2011

Quadro de Zeméco na capa da Revista Brasileira de Educação Ambiental - REVBEA



Quadro intitulado Casa Ferrari, do artista plástico José Américo Roig (1934-2011), mais conhecido como Zeméco, ilustra a capa da Revista Brasileira de Educação Ambiental, v. 6, n. 1 (2011), editada pela FURG - Universidade Federal do Rio Grande - RS - Brasil.

Abaixo, link para visualização da mesma:

Revista Brasileira de Educação Ambiental - REVBEA


http://www.seer.furg.br/ojs/index.php/revbea/issue/current

Abaixo, link para a edição v. 6, n. 1 (2011), com a capa com quadro de Zeméco:

Revista REVBEA - 2011 - Capa Zeméco

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O sonho de voar, de pai para filho..


Fonte: http://youtu.be/eVZv7DFcZak

Em janeiro de 2011, eu José Antonio, realizei o sonho de voar que meu pai, Zeméco, quando menino teve. Saltei de 520 metros da Pedra Bonita, aterrisando depois de 15 minutos no ar, na praia do Pepino, no Rio de Janeiro - RJ - Brasil.
Brinquei com meu pai, artista plástico, ao mostrar-lhe esse vídeo, que ano que em 2012 o levaria para voar comigo, mas quis o destino que ele "voasse" em 29/03/2011, antes disso.
Mais que realizar um sonho meu, realizei o sonho do menino que foi meu pai e para entender melhor isso, só assistindo o vídeo depoimento abaixo, em que minha mãe, a professora aposentada, dona Hildette, conta sobre o voo de seu Zeméco.
Neste 20/07, meu pai completaria 77 anos. Feliz aniversário, seu Zeméco.


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=soCrfk3fNgY

O vídeo acima, gravado em 30/04/2011, com a professora Hildette Klaes Roig, esposa do artista plástico José Américo Roig, o Zeméco, trata-se de depoimento, a pedido de seu filho, o educador, escritor e poeta José Antonio Klaes Roig, sobre o voo que pintor nortense fez quando ainda adolescente.
Um relato de quem viveu por 50 anos ao lado de Zeméco, e muito ouviu essa história ser contata inúmeras vezes aos filhos, amigos, conhecidos, bem como a alunos que visitavam a casa do pintor, ou nas paletras que ele se dirigia às escolas.
Alguém que sabe do que essa história representa no imaginário da cidade natal do pintor, a sua musa, como ele mesmo se referia a São José do Norte, no extremo sul do Rio Grande do Sul e do Brasil.
Todos que conviveram com o artista sabem de sua alegria de viver, de seus sonhos e realizações, mas acima de tudo de sua simplicidade e do bom humor.
Dizia inclusive achar-se, não um grande artista, mas um artista grande, por conta de seus 1 metro e 88 centímetros.
Zeméco, enquanto vivo fez o que sempre quis e foi muito feliz, e essa é a sua maior herança, deixada a todos que o conheceram... Além de sua obra, que pode ser revisitada através do blog Olhar Virtual, criado há cerca de 4 anos atrás.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O homem que pintava nuvens com as pontas dos dedos


O que falar sobre alguém que mais do que dar-me a vida, deu-me sentido a esta? E de alguém que fez sua vida e obra se confundirem com a de sua cidade? Que comentar sobre quem dizia ter como sua musa inspiradora a própria terra natal, retratando-a durante mais de 60 anos, promovendo resgate histórico de casarios que só existiam em sua memória visual, sendo ele cego de um olho? Sua segunda musa foi a esposa e incentivadora, a profª. Hildette, com quem viveu durante 50 anos. Que narrar de quem perdera a contas dos milhares de quadros que pintara, doando quase a terça parte àqueles que não podiam adquirir? Um ser humano com qualidades e defeitos, mas que fez as primeiras suplantarem as demais, diante de sua simplicidade, alegria e emoção de viver cada dia como se fosse o primeiro
Esse cidadão a que me refiro, e que carrego em parte seu nome, além de tudo, de pai, marido, irmão, tio, avô etc, foi, é e sempre será fonte inesgotável de inspiração. José Roig, o Américo - também conhecido como Zeméco, apelido de menino que tornou-se nome artístico -, era para alguns um iletrado, afinal, sequer concluíra a 4ª série do ensino fundamental, mas para muitos foi um professor, por conta das lições de vida que distribuiu, gratuitamente e a distância, de forma simples mas emocionada, em palestras a alunos, em conversas com visitantes, em passeios e exposições.
Alguns de seus relatos lembram cenas de filme (Cinema Paradiso?), quando ainda jovem, ajudava na projeção dos enlatados nos cinemas de sua São José do Norte. Contava as molecagens, invertendo a sequência da película; passava trote nos colegas de trabalho e nos amigos. Já dizia o poeta Manoel de Barros: “Há histórias tão verdadeiras que às vezes parecem que são inventadas”.
A vida passa como um filme. Para alguns, como um curta-metragem, para outros como um longa. Trago comigo cenas inesquecíveis: De meu pai levar os filhos para empinar pipa no campo do Liberal F.C., e ele, como menino, ficar mais tempo empinando do que as crianças. Recordo-me também de quando subi com ele na torre da Igreja Matriz São José, mesmo local em que meu pai aos 14 anos quis voar e acabou realizando seu vôo acidental do alto de um sobrado, levando um tombo e tendo fraturas; por fim, dele com a ponta dos dedos pintando nuvens em seus quadros. Um pequeno pingo de tinta e de suas mãos brotando arte. Quis o destino que eu me dedicasse às letras e ao texto, e ele às tintas e a textura.
Meu pai não deixou bens, mas sua maior herança foi a lição de vida que nos deixou, de aprendermos a voar atrás de nossos sonhos, mesmo que vez em quando tenhamos que nos estatelar no chão, mas continuar sonhando. Nascido em 20/07, no distante 1934, quis o destino que ele se inspirasse em Santos-Dumont, que nasceu no mesmo dia, e na descida do Homem na Lua, ocorrida na mesma data.
Desde que ele partiu num vôo longo e derradeiro, em 29/03/2011, toda vez que olho para o céu e avisto nuvens, sejam brancas ou escuras, minha meteorologia particular prevê chuvas torrenciais em meu interior. Muitas vezes coloco óculos escuros, mesmo que não tenha sol. Nunca, depois daquele dia o “Pai Nosso Que Estais no Céu” teve para mim tamanha duplicidade. Mas, ao mesmo tempo, fico feliz de constatar a herança que ele me legou e saber que está bem, continuando a pintar às nuvens com as pontas dos dedos, agora, diretamente no céu...
Saudades, seu Zeméco. Feliz aniversário. E obrigado por tudo, por ter me dado a vida, um nome e mais que isso, um sentido ao meu viver...

José Antonio Klaes Roig, educador, poeta e escritor.

http://olharvirtual.blogspot.com (acervo digital do pintor Zeméco)

Observação 1: Artigo em homenagem ao meu pai, o artista plástico autodidata José Américo, o Zeméco, falecido em 29/03/2011, que completaria neste 20/07 seus 77 anos.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de Zeméco, em palestra a alunos de escola pública estadual, contando sobre seu voo, quando menino.

O menino que queria voar: História de um pai, contada por seu filho e ilustrada por seu neto




Esta pequena história acima O menino que queria voar, foi feita por mim, José Antonio Klaes Roig, e ilustrada pelo meu filho Allan, em homenagem ao meu pai e ao seu avô, o artista plástico José Américo Roig, o Zeméco, que quando menino criou um par de asas voadoras e quis voar.
Zeméco, mesmo tendo fraturas, continuou a voar na imaginação e tornou-se pintor autodidata, ajudante de projeção em cinema, desenhista, vitrinista etc.
Em 2006 criei para divulgar sua vida e obra o blog Olhar Virtual, que se tornou um acervo digital de sua produção. Em 29/03/2011, Zeméco realizou seu último "voo", mas deixou para quem o conheceu uma herança, justamente sua vida e obra.

Abaixo, artigo homenagem que fiz a meu pai, meu professor na escola da vida, publicado no blog ControlVerso:

O HOMEM QUE PINTAVA NUVENS COM A PONTA DOS DEDOS

Está postagem é um presente de aniversário antecipado, já que seu Zeméco completaria 77 anos neste dia 20/07, dedicado ao Amigo. Quem o conheceu sabe que ele foi um grande amigo, em todos os sentidos.

sábado, 4 de junho de 2011

Bodas de Ouro (31/12/2010)

Imagem acima, José Américo Roig, mais conhecido como Zeméco, artista plástico nortense, com sua esposa Hildette, com quem viveu durante 50 anos.

Fotografia feita em 31/12/2010, durante a comemoração em família das Bodas de Ouro do casal.

domingo, 1 de maio de 2011

O Poeta e o Filho do Pintor


Você sempre me diz
Que eu aprendo fácil,
Mas eu é que sou seu aprendiz!
Meu pai é um anjo louco
Com asas de papel celofane – um sonhador...

A arte é uma fada
Com asas de borboleta pintadas
Pousada na janela da sala,
Vidrada na imagem piscando
Na tela colorida do meu computador.
Computar a dor é fácil,
Difícil mesmo é encontrar o verdadeiro amor...

Peter Pan é agora um jovem escritor
De contos de fadas, que nas horas vagas,
É também filho de um velho pintor
Cego do olho esquerdo – um autodidata –
Que quando menino tinha um belo sonho:
Queria ser um grande aviador...

Nasceu este num vinte de julho
Tal qual Alberto Santos-Dumont...
Hoje é o orgulho da pequena cidade
À beira da Lagoa dos Patos,
Onde aves e peixes, naves e feixes de luz
Vêm ali para sacramentar nas águas seu louco amor...

O poeta e o filho do pintor são um só...
Soldado – sentinela da praia do Mar Grosso...
O poeta escreve livros de contos e de poesias
O pintor pinta quadros de casarios e de maresias.
Juntos, pai e filho, aprendiz e professor,
Fazem que a verdadeira expressão da vida
Seja o amor fraterno d’um pelo outro – o sol forte que abre a flor...

Autor: José Antonio Klaes Roig

Observação 1: Poema acima, de autoria do filho do artista plástico José Américo Roig, o Zeméco, escrito em 30/06/2003 e republicado neste 1º/05/2011, como homenagem post mortem.
Observaçâo 2: Imagem acima, colagem de autoria de José Antonio Klaes Roig, feita a partir de recortes de revistas antigas e usado apenas tesoura e cola bastão e digitalizando o resultado para o computador.
Observação 3: Imagem acima, colagem integrando do Projeto Poesia Ilustrada (criado cerca de 08 anos atrás. Para ver melhor, basta clicar 2 vezes sobre a mesma).

sábado, 30 de abril de 2011

O voo de Zeméco, por sua esposa (depoimento)


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=soCrfk3fNgY

O vídeo acima, gravado em 30/04/2011, com a professora Hildette Klaes Roig, esposa do artista plástico José Américo Roig, o Zeméco, trata-se de depoimento, a pedido de seu filho, o educador, escritor e poeta José Antonio Klaes Roig, sobre o voo que pintor nortense fez quando ainda adolescente.
Um relato de quem viveu por 50 anos ao lado de Zeméco, e muito ouviu essa história ser contata inúmeras vezes aos filhos, amigos, conhecidos, bem como a alunos que visitavam a casa do pintor, ou nas paletras que ele se dirigia às escolas.
Alguém que sabe do que essa história representa no imaginário da cidade natal do pintor, a sua musa, como ele mesmo se referia a São José do Norte, no extremo sul do Rio Grande do Sul e do Brasil.
Todos que conviveram com o artista sabem de sua alegria de viver, de seus sonhos e realizações, mas acima de tudo de sua simplicidade e do bom humor.
Dizia inclusive achar-se, não um grande artista, mas um artista grande, por conta de seus 1 metro e 88 centímetros.
Zeméco, enquanto vivo fez o que sempre quis e foi muito feliz, e essa é a sua maior herança, deixada a todos que o conheceram... Além de sua obra, que pode ser revisitada através deste blog, criado há cerca de 4 anos atrás.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Um novo caminho...



Os familiares do artista plástico José Américo Roig, o Zeméco, agradecem pela fotografia acima, clicada por Natália Duarte Costa.

Foto feita quando Zeméco residia na praia do Mar Grosso, em São José do Norte - RS - Brasil.

Neste 29/04/2011, completa um mês de falecimento do artista plástico nortense.

"Todo fim é sempre um recomeço, tanto para quem vai, como para quem fica..."
José Antonio Klaes Roig, filho do pintor.

domingo, 10 de abril de 2011

O adeus a Zeméco (no Informativo O Nortense)





Acima, imagens digitalizadas da edição de abril/2011, Ano II, nº 18, na capa e página 11, do Informativo Publicitário O NORTENSE, de São José do Norte - Rio Grande do Sul - Brasil, referente à homenagem ao artista plástico José Américo Roig, o Zeméco, falecido em 29/03/2011.
Familiares de Zeméco agradecem.

Observação: Para visiualizar melhor as imagens, basta dar dois cliques sobre cada uma delas.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Vida e obra de Zeméco destacadas no obituário do jornal Zero Hora


JOSÉ AMÉRICO ROIG

São José do Norte, no Sul, perdeu um ícone de sua cultura. Morreu na tarde de terça-feira, aos 76 anos, o artista plástico José Américo Roig, conhecido como Zeméco. No município, foi decretado luto oficial de três dias.

Por meio de desenhos e pinturas, o artista registrou as belezas naturais, a arquitetura portuguesa, os costumes nortenses. Zeméco estava hospitalizado desde o início do mês em São José do Norte, com problemas pulmonares e cardíacos. Transferido na semana passada para Rio Grande, morreu por volta das 17h. Ontem, o corpo foi velado na Câmara de Vereadores nortense.

Nascido em 20 de julho de 1934, Zeméco iniciou sua trajetória com desenhos para revista em quadrinhos. Na adolescência, pintou letreiros em barcos e paredes e cartazes de filmes para o cinema, onde trabalhou como operador. Também fazia decorações de ruas em festas. A primeira exposição de Zeméco foi em 1961. Registrou a arquitetura colonial, a pesca e recordações de infância. Depois, rumou à Capital. Trabalhou como montador de espaços, vitrinista e desenhista de loja. Ao perder a visão de um dos olhos, retornou ao sul do Estado.

Seus quadros ganharam o Brasil e o Exterior, expostos em países como Uruguai, Argentina, Canadá e Alemanha. Em 2008, com o avanço dos problemas de visão, encerrou a carreira.

– Através da arte, meu pai fez um resgate histórico da região, em especial da cidade. Muitos casarios que os mais jovens não vieram a conhecer foram retratados pela sua obra – destaca José Antônio Roig, um dos quatro filhos do artista com a professora aposentada Hildette Klaes Roig, 77 anos.

– Muitas pessoas conheceram São José do Norte através da obra do Zeméco, um cidadão educado, atencioso, querido na comunidade. É uma grande perda – lamentou o prefeito em exercício do município, Zeny Oliveira.

em 31/03/2011

Fonte:
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/index.jspx?uf=1&local=1&action=getObituary§ion=Obituario&obituaryId=20042

Link pra publicação, logo abaixo:

José Américo Roig, na ZH

Homenagem do poeta português Manuel João Silveiro a Zeméco

A ZEMÉCO


Zeméco fenomenal pintor,

S. José do Norte, cidade contemplada,

Mar Grosso, leito inspirador,

Estética Arte nos era dada.

Abençoada a criatura;

O Homem José Américo Roig,

Artista de colossal bravura,

Na tela transmitia Cultura.


João da mestra

04/04/2011

Fonte:
https://sites.google.com/site/majosilveiro/homenagem-a-zemeco-o-pintor-plastico-jose-americo

Observação: O poema acima, de autoria do poeta português Manuel João Silveiro, também conhecido pelos pseudônimos de João da Mestra e Majo Silveiro, é uma homenagem ao artista plástico José Américo Roig, o Zeméco, por conta de seu falecimento.

Para visitar o portal, onde o texto original se encontra, basta clicar no link abaixo:

Homenagem de MajoSilveiro a Zeméco

quinta-feira, 7 de abril de 2011

São José do Norte perdeu um ícone da cultura (homenagem do Jornal Agora)


Como toda criança, aos 5 anos, José Americo Roig, começou a desenhar carrinhos, casinhas, bichinhos etc. Aos 15 anos começou a pintar letreiros em casas de comércio, em canoas de pescadores e cartazes para o cinema, no qual trabalhou por mais de 10 anos como operador. Foi, também, funcionário público municipal, fazendo decorações de rua no Carnaval e em outras festividades, bem como ilustrava provas escolares em sua terra natal. No ano de 1961 expôs no Salão Paroquial de São José do Norte, convidado pelo padre Onofre Sciffo. Mais tarde transferiu-se para Porto Alegre, onde trabalhou como desenhista publicitário da Mesbla S/A, durante seis anos.

Expôs trabalhos na Assembleia Legislativa do Estado; no Clube Oriente em Campo Bom-RS; na Terceira e Quarta arte, em Torres-RS; em Piratini e em Rio Grande (Furg), a convite do Diretório Acadêmico de Biblioteconomia; no Centro Municipal de Cultura e na Caixa Economica Federal no Rio Grande e em São José do Norte.

Em Santa Catarina, mostrou seu trabalho em Criciuma, na Lagoa da Conceição, em Itajai, em Florianopolis, onde obteve "Menção Especial", no Primeiro Salão de Artes Imperial Marinheiro, no 5º Distrito Naval, no Rio Grande. Diversas capitais do PaÍs, na Argentina, na cidade de Agueda (Portugal) e em Montreal, no Canadá.

Nasceu no dia 20 de julho de 1934, filho de Américo Segundo Roig e de Ana Rodrigues de Sá Roig. Criou-se em São José do Norte, correndo alegre entre as brancas e buliçosas dunas, e tendo o passado sempre presente através da arquitetura colonial e da pesca artesanal. Daí sua inspiração e o apego às coisas nortenses; tal qual Delfina da Cunha, a maior poetisa cega do Rio Grande do Sul - segundo alguns, parente distante do pintor, pelo lado materno.
(Blog Olhar Virtual - acervo digital)

Zé Meco faleceu na última terça-feira, quando encontrava -se internado em hospital no Rio Grande. Deixa a prantear-lhe a esposa Hildete Klaes Roig, os filhos Marco Antonio, José Antonio, Sergio e Virginia, além de netos, demais parentes e um grande número de amigos que grangeou ao longo de sua vida.

(Homenagem do Agora, a pintor autodidata, que se constituiu em um dos maiores divulgadores de São José do Norte além fronteiras)

Observação: Texto acima, publicado na edição de 03/04/2011, do Jornal Agora, de Rio Grande - RS - Brasil.

Fonte: http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=9&n=9763

Observação 2: Imagem acima, fragmento de quadro de José Américo Roig, o Zeméco, retratando a plantação de cebola em sua terra natal.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

São José do Norte mais pobre sem Zémeco (homenagem)

São José do Norte está vivendo, desde o dia 29 de março, momentos de luto.

Nossa Terra, neste dia, amanheceu alegre e anoiteceu triste, embora, com certeza, o Céu ficou mais iluminado, com a partida do nosso Ícone da arte José Americo Roig.

Escrevo sob forte emoção, lamentando a irreparável perda do nosso eminente artista plástico e amigo de todos, querido Zémeco.

É com imensa tristeza que nesta semana nos despedimos desse Mestre, um homeme simples, mas de atuação reconhecida no seio da comunidade nortense.

Como nortense, além de talentoso e dedicado no que fazia sua arte Zémeco era uma pessoa de singular grandiosidade.

Grande artista nortense, grande homem, uma alma simples, pura, igual ao de um menino, vai fazer, sem duvida alguma, muita falta no nosso convívio.

Como chefe de familia, José Americo foi um esposo devotado por Dona Hildete, sua esposa e companheira de todas horas.
Pai amoro, de um amor infinito e terno por seus quatro filhos: José Antonio, Marco Antonio, Sergio Antonio e Virginia, e também dos netos Julia, Allan e Mariana.

Sempre deu exemplo de conduta pessoal, divulgando na prática os valores éticos de responsabilidade, do trabalho e do respeito ao próximo. Como artista, deixa um enorme legado para todos nós. Cidadão, artista plástico autodidata, de alta estirpe, este nortense é orgulho de todos os municipes pois, com sua obra irretocável, rompeu fronteiras, horando a bandeira nortense, divulgando o nome de São José do Norte e conquistando o reconhecimento a nível de Estado, País e Mundo.

Que possamos seguir o exemplo que nos foi deixado por este grande homem.

ZEMECO

"se existem anjos, tu será um deles.
Foi maravilhoso te-lo junto a nós.
Obrigado, por dividir com todos nós tua incrível sabedoria.

Descansa em Paz, José Américo Roig, porque com toda certeza Deus te reservou um espaço entre os justos, tu que tão bem retrataste a importancia da arte na vida de um povo"

Tenho certeza que se tu pudesses estar dizendo alguma coisa agora, seria:

"Eu sou nortense e tenho amor a minha terra
Morro por ela no campo ou na cidade,
Mesmo distante, em qualquer lugar,
Eu sou teu filho e não deixo de te amar"
Nosso grande amigo ZEMECO,
Segura na mão de Deus e vai...

Profa. Nadia Jabor
(30/03/2011)

Observação 1: Homenagem da prof. Nadia, feita durante a cerimônia de adeus ao artista Zeméco, em 30/03/2011, na Câmara de Vereadores de São José do Norte.
Observação 2: Texto publicado no Jornal Agora, de Rio Grande - RS - Brasil, em 06/04/2001, na página de São José do Norte.

http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=9&n=9873