segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Exatoria de São José do Norte - outra versão

Está foto é a primeira contribuição para o acervo deste blog, após o chamamento neste espaço virtual e também em matéria veiculada pelo Jornal Agora, de Rio Grande-RS, solicitando a contribuição daqueles que tenham algum exemplar da obra de Zeméco. A tela é datada de 1979.
A contribuição foi remetida por Eduardo Costa, de um quadro dado pelo Zeméco ao seu pai Carlos Jesus Fernandes da Costa (falecido em 1998). Conforme Eduardo: "Na época, o prédio verde abrigava a Exatoria do Estado e meu pai era exator. No blog, notei que já existe um outro quadro do mesmo prédio, porém com alguns traços diferentes. Na hora fiquei curioso ao ver o quadro no blog, pois o nosso nunca saiu da parede da nossa sala, mas olhando bem para os dois nota-se que são bem diferentes".
Realmente, toda obra de arte é única ainda que o motivo seja o mesmo. A cada quadro o artista tem um olhar diverso, e no caso específico dessa tela, o olhar do pintor era aguçado. Hoje, com o passar do tempo, Zeméco, que é cego de um olho, desde meados dos anos 60, quando teve descolamento de retina, enxerga muito pouco do outro... Ainda sim, sua memória visual é impressionante, além de seu bom humor.
Agradecemos mais uma vez a contribuição de Eduardo Costa e aguardamos que outras pessoas se associem a essa idéia, de montar um acervo virtual da vida e obra de José Américo Roig.

Um comentário:

  1. Maravilhoso trabalho deste blog em reunir o acervo do nosso maior artista nortense.
    Eu tenho um carinho muito especial pelo Zemeco Uma vez que tive o privilégio de frequentar seu atelier, quando ainda criança, passando as férias na casa de paraia da minha tia, vizinha do artista.
    Essa obra retrata uma parte da minha vida. O prédio da exatoria, onde meu pai foi funcionário, também era o local onde ficava "de castigo", fazendo as tarefas da escola. Já a casa ao lado pertence à minha família e foi onde passei minha infância.
    Por isso, esse quadro me emociona e me traz muitas recordações.
    Posso dizer também que também tenho o privilégio de possuir uma obra do pintor, retratando a mesma paisagem, que ficava no escritório de meu avô.
    Toda vez que lembro de minha infância, dos meus avós e de como era feliz aquela casa, a imagem que me vem à cabeça é um quadro do Zemeco. Obrigado.

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